Gerês

Um local único no mundo

GerêsO Gerês tem várias qualidades, muitas delas apenas percetíveis depois de o visitarmos, mas outras indubitavelmente reconhecidas a nível mundial. O Parque Nacional da Peneda-Gerês é uma delas. Foi o primeiro parque de Portugal e é o único reconhecido pela UNESCO como Reserva Mundial da Biosfera, com uma extensão que abrange um território de 22 freguesias, distribuídas pelos concelhos de Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras do Bouro – este último onde estão localizadas as Villas do Agrinho. Recortado pelo rio Lima e Cávado, situa-se no extremo nordeste do Minho e estende-se até Trás-os-Montes: desde as terras da Serra da Peneda até à Serra do Gerês, da qual resulta o seu nome. Para além disso, faz fronteira com a Galiza e abarca os distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real totalizando mais de 70 mil hectares². A Peneda-Gerês é ainda a zona de transição entre as regiões Mediterrânea e Euro-Siberiana, o que lhe confere um clima e biodiversidade excecionais.

360x240A fauna e a flora da região, conhecida como o “pulmão verde” de Portugal, constituída por várias espécies raras, apresenta-se como um convite para todos os apaixonados pela natureza. Em tempos, albergou o urso-pardo e a cabra-montês, sendo hoje um dos últimos refúgios de grandes predadores como o lobo e águia-real, entre muitos outros animais.

Desde as águas cristalinas das pequenas nascentes e cascatas, passando pelo gradiente de verde estonteante das serras, o céu é o limite onde o azul complementa a paisagem constituída por uma mescla de cores e sensações indescritíveis.

Mas não é só a natureza que marca a região. Os antepassados do Homem deixaram também um espólio precioso de monumentos megalíticos, celtas e romanos que remontam à ocupação humana de há 7000 anos; património capaz de fazer bater o coração de muitos historiadores.

A importância da região é transversal. Até na poesia é enaltecida, tal como escreveu o escritor português Miguel Torga: 

“Há sítios no mundo que são como certas existências humanas: tudo se conjuga para que nada falte à sua grandeza e perfeição. Este Gerês é um deles.”